domingo, 26 de abril de 2009

VIDA PODEROSA DE ORAÇÃO – MEDITAÇÃO

VIDA PODEROSA DE ORAÇÃO – MEDITAÇÃO

 

A meditação é uma forma de oração porque é a comunicação com Deus através do ouvir em oração.

 

Ficamos quietos ouvindo a voz de Deus através de Sua Palavra e as impressões que Ele causa ao seu coração.

 

 

EM SUA LEITURA BÍBLICA DIÁRIA PEÇA QUE DEUS FALE AO SEU CORAÇÃO

 

A Bíblia é a palavra pessoal de Deus para você.

 

ANOTE AS IDÉIAS PRINCIPAIS E AS IMPRESSÕES QUE DEUS COLOCOU NO SEU CORAÇÃO.

 

Faça um diário para seu tempo com Deus. Um registro escrito de seu relacionamento com Deus.

 

Registre as promessas de Deus para você, serão uma fonte de encorajamento no futuro.

 

ENCHA A SUA VIDA COM A PALAVRA DE DEUS.

 

SALMO 1.2 - Pelo contrário, o prazer deles está na lei do Senhor,

e nessa lei eles meditam dia e noite

 

Deuteronômio 6.4-9

4– Escute, povo de Israel! O Senhor, e somente o Senhor, é o nosso Deus. 5Portanto, amem o Senhor, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças. 6Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje 7e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem. 8Amarrem essas leis nos braços e na testa, para não as esquecerem; 9e as escrevam nos batentes das portas das suas casas e nos seus portões.

 

Seja criativo

 

Mais da Palavra (leitura e meditação) mais reconheceremos a Voz de Deus.

 

QUANDO ORAR, SEJA SENSÍVEL ÀS IMPRESSÕES ESPECIFICAS DE DEUS ATRAVÉS DAS QUAIS ELE O LEVARÁ A SE CONCENTRAR EM ALGUMAS DAS VÁRIAS QUESTÕES QUE O PREOCUPAM

Romanos 8. 26

 

26Assim também o Espírito de Deus vem nos ajudar na nossa fraqueza. Pois não sabemos como devemos orar, mas o Espírito de Deus, com gemidos que não podem ser explicados por palavras, pede a Deus em nosso favor.

A Disciplina da Meditação

Na sociedade contemporânea nosso Adversário se especializa em três coisas: ruído, pressa e multidões. Se ele puder manter-nos ocupados com “grandeza” e “quantidade”, descansará satisfeito.

Concepções Errôneas Compreensíveis

A meditação sempre permaneceu como uma parte clássica e central da devoção cristã, uma preparação decisiva para a obra de oração, e adjunto dessa obra.

 

Certamente que a meditação não era coisa estranha aos autores das Escrituras.

 

“Saíra Isaque a meditar no campo, ao cair da tarde” (Gênesis 24.63).

“No meu leito, quando de ti me recordo, e em ti medito, durante a vigília da noite” (Salmo 63.6).

 

Essas eram pessoas chegadas ao coração de Deus. Deus lhes falava, não porque elas tivessem capacidades especiais, mas porque estavam dispostas a ouvir. Os Salmos, praticamente, cantam das meditações do povo de Deus sobre a lei do Senhor:

 

“Os meus olhos antecipam as vigílias noturnas, para que eu medite nas tuas palavras” (Salmo 119.148). O salmo introdutório do Saltério inteiro chama o povo todo a imitar o homem “bem-aventurado”, cujo “prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite” (Salmo 1.2).

 

Que nos juntemos ao salmista e declaremos: “Eu, porém, meditarei nos teus preceitos” (Salmos 119.78).

 

Em realidade, a meditação é a única coisa que pode suficientemente reorientar nossas vidas de sorte que passamos lidar exitosamente com a vida humana.

 

Com freqüência a meditação produzirá discernimentos profundamente práticos, quase mundanos. Advirá instrução sobre como relacionar-se com a esposa ou com o marido, sobre como lidar com este problema delicado ou com aquela situação de negócio.

Desejando a Voz Viva de Deus

Frederick W. Faber:

 

“Sentar apenas e pensar em Deus, Oh, que alegria é!

Pensar o pensamento, respirar o Nome; Maior felicidade não tem a terra.”

 

Mas os que meditam sabem que a mais freqüente reação é a inércia espiritual, frieza e falta de desejo. Os seres humanos parece ter uma tendência perpétua de que alguém fale com Deus por eles. Contentamo-nos em receber a mensagem de segunda mão.

 

No Sinai, o povo clamou a Moisés: “Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos” (Êxodo 20.19). Um dos erros fatais de Israel foi sua insistência em ter um rei humano em vez de descansar no governo teocrático de Deus.

 

A história da religião é a história de um esforço quase desesperado de ter um rei, um mediador, um sacerdote, um intermediário. Deste modo não precisamos, nós mesmos, de ir a Deus. Tal método poupa-nos a necessidade de mudar, pois estar na presença de Deus é mudar.

 

Esta forma é muito conveniente porque ela nos dá a vantagem da respeitabilidade religiosa sem exigir transformação moral. Não temos necessidade de observar muito de perto o cenário de nosso país para perceber que ele está fascinado pela religião do mediador.

 

É por isto que a meditação nos é tão ameaçadora. Ousadamente ela nos convida a entrar na presença viva de Deus por nós mesmos. Ela diz que Deus está falando no presente contínuo e deseja dirigir-se a nós. Parece tão difícil levar as pessoas a crer que elas podem ouvir a voz de Deus.

Preparando-se para Meditar

É impossível aprender, através de um livro, a arte de meditar. Aprendemos a meditar, meditando.

 

E quanto a um lugar para meditação? Procure um lugar calmo e livre de interrupção. Sem telefone por perto. Se possível, um lugar entre árvores e plantas. É melhor ter um lugar certo em vez de andar à cata de um local diferente cada dia.

Que dizer da postura? Em certo sentido a postura não faz diferença alguma; você pode orar em qualquer parte, em qualquer momento, e em qualquer posição. Noutro sentido, porém, a postura é de máxima importância. O corpo, a mente e o espírito são inseparáveis.

 

Tenho realmente visto pessoas passarem todo um culto de adoração mascando chiclete, sem a mais leve consciência da profunda tensão em que se encontram. Não somente a postura exterior reflete o estado interior, como também pode ajudar a nutrir a atitude interior de oração.

 

Se interiormente estamos fragmentados com distrações e ansiedade, uma postura de paz e descontração, conscientemente escolhida, terá a tendência de acalmar nosso turbilhão interior.

 

Não há “leis” que prescrevam uma postura correta. O melhor método seria encontrar uma posição com o máximo de conforto e com o mínimo de distração.

 

Acho melhor sentar-me numa cadeira, com as costas corretamente posicionadas na cadeira e ambos os pés apoiados no chão. Sentar-se com o corpo curvado indica desatenção e o cruzar das pernas restringe a circulação do sangue.

 

Às vezes é bom fechar os olhos a fim de afastar as distrações e concentrar a atenção no Cristo vivo. Outras vezes é útil ponderar sobre um quadro do Senhor ou olhar lá fora as lindas árvores e plantas com a mesma finalidade. Sem levar em conta como se faz, o objetivo é concentrar a atenção do corpo, as emoções, a mente e o espírito na “glória de Deus na face de Cristo” (2 Coríntios 4.6).

Como Meditar – Exercícios Específicos

Há uma progressão na vida espiritual. Recomendaria começar com um período diário de cinco a dez minutos. Este tempo destina-se a aprender a “concentrar-se”, “acalmar-se”, ou o que os contemplativos da Idade Média chamavam de “lembrar-se”. É tempo para ficar quieto, para entrar no silêncio recriador, para permitir que a fragmentação de nossa mente venha a concentrar-se.

 

A oração envolve concentração, estar genuinamente presentes onde estamos. Não violentamos nossas faculdades mentais e racionais, mas ouvimos com mais do que apenas a mente, ouvimos com o espírito, o coração, todo o nosso ser.

 

Exercício de meditação:  “palmas acima, palmas abaixo”. Comece colocando as palmas para baixo como uma indicação simbólica de seu desejo de entregar todas as preocupações a Deus. Internamente, você pode orar: “Senhor, entrego a Ti a raiva que sinto pelo John. Entrego o medo que sinto de ir à consulta do dentista nesta manhã. Entrego minha ansiedade de não ter dinheiro suficiente para pagar as contas neste mês. Libere estas questões. Você pode até sentir uma sensação de alívio ao liberar estas coisas de suas mãos.

Após diversos momentos de entrega, vire as palmas para cima como símbolo do seu desejo de receber de Deus. Talvez você vá orar em silêncio: “Deus, gostaria de receber seu amor divino pelo John, sua paz acerca da consulta do dentista, paciência, alegria”. Após estar centrado, gaste os próximos momentos em completo silêncio. 


Não há necessidade de pressa. Não há necessidade de palavras, pois como você e Deus são bons amigos, estão felizes só de estarem um com o outro, aproveitando a presença e companhia. Conforme nos acostumamos com sua companhia, aos poucos, quase de forma imperceptível, milagres acontecem dentro de nós. A confusão que caracterizava nossa vida é substituída pela serenidade e vigor. Sem qualquer indício de contradição, nos tornamos fortes com nossas questões e sensíveis com as pessoas. A oração permeia tudo em nós. Traz vida, força e as pessoas perceberão.

Encerre cada meditação com uma autêntica expressão de ações de graças.

 

A meditatio Scripturarum é considerada por todos os mestres como o fundamento normal da vida interior. Ao passo que o estudo das Escrituras se concentra na exegese, a meditação das Escrituras concentra-se em internar e personalizar a passagem. A Palavra escrita torna-se uma palavra viva endereçada a você.

 

Tome um simples acontecimento, como a ressurreição, ou uma parábola, ou uns poucos versículos, ou mesmo uma simples palavra e deixe que isso crie raízes em você. Busque viver a experiência, lembrando-se do incentivo de Inácio de Loyola de aplicar todos os sentidos à nossa tarefa. Sinta o cheiro do mar. Ouça o marulhar da água ao longo da praia. Veja a multidão. Sinta o sol sobre a cabeça e a fome no estômago. Toque a orla do manto de Cristo.

 

A pressa reflete o nosso estado interior e é este estado que precisa ser transformado. Bonhoeffer recomendava passar uma semana inteira num único texto!

Um comentário:

José Eduardo disse...

Adorei esses ensinamentos de Meditação...

Meditar é unir-se à Deus.
Meditar é calar-se diante de Deus.
Meditar é mostrar toda a tua vacuidade faminta à Ele.
Meditar é ficar sentado, ereto e imóvel, com os sentidos e a mente perfeitamente controlados e a alma focalizada em Deus, assim o homem pratica meditação a fim de conseguir a purificação da sua alma divina.
O homem profano e descontrolado é disperso, distraído, falto de unidade e, por isso mesmo, fraco, descontente, infeliz.

Na meditação pode o meditante dizer: " As obras que eu faço não sou eu que as faz, é o Infinito em mim que faz as obras."

Nenhum homem pode achar Deus, mas Deus pode achar o homem, quando este se torna achável, isto é, quando se esvazia dos conteúdos do seu ego e fica na expectativa da alma do UNIVERSO.(DEUS)
Deus nos abençoe...
José Eduardo.